COMUNIDADE DOS SONHOS

COMUNIDADE DOS SONHOS
Uma reescrita atualizada do Livro Os Sonhos da Favela

A Lagarta e a Borboleta

A Lagarta e a Borboleta

SEJAM BEM-VINDOS!

Este é um blog educativo. Minha intenção é postar meus projetos de literatura infantil, em verso e prosa, para ajudar pais e professores na educação de nossas crianças.



Todos os textos aqui publicados são de minha autoria e estão devidamente registrados no EDA da Biblioteca Nacional.



RESPEITEM OS DIREITOS AUTORAIS!



Possuo três livros publicados: o primeiro com o Patrocínio da Prefeitura de Juiz de Fora, intitulado "Os Sonhos da Favela",
é um paradidático pré-adolescente que aborda temas como violência, drogas, gravidez adolescente, oportunidades e decisões. o segundo pela Editora Uirapuru, intitulado "As cores do Meu Brasil" é um livro infantil que conta a história da diversidade do nosso Brasil dando ênfase à cultura Afro-brasileira, e A Lagarta e a Borboleta, que é o poema mais lido do blog.

Saudações literárias.


Vera Ribeiro Guedes.





OS SONHOS DA FAVELA

OS SONHOS DA FAVELA
TRABALHO REALIZADO PELOS ALUNOS DA ESCOLA MUNICIPAL HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA - JUIZ DE FORA - MG

AS CORES DO MEU BRASIL

AS CORES DO MEU BRASIL
Livro infantil de cultura afro-brasileira

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

FUNDAÇÃO DA PRIMEIRA PARÓQUIA DO BEATO JOÃO PAULO II NO BRASIL

Olá meus amiguinhos!
É com grande alegria que comunico à todos os meus leitores que no dia 22 de outubro, às 18:00 horas será celebrada pelo Arcebispo de Juiz de Fora - MG, a Missa de fundação da Primeira Paróquia do Beato João Paulo II no Brasil e é a Paróquia a qual pertenço.
Quem conhece o meu blog, já deve ter lido na lateral direita a Oração ao Beato João Paulo II que escrevi, tenho certeza, que por inspiração Divina. Através desta Oração, aprovada pelo Arcebispo de minha cidade no ano de 2008, recebi uma grande graça, que foi a cura do meu marido que esteve em coma por trinta dias, desenganado pelos médicos. Hoje ele está completamente curado e sem qualquer sequela. Deus é Maravilhoso!
A Missa será transmitida pela Canção Nova, ao vivo. Participem!
Abraços carinhosos!
Vera Ribeiro Guedes

quarta-feira, 30 de março de 2011

VAGA-LUME

Voa... Voa... Vaga-lume,

De bumbum iluminado;
Das rosas, sente o perfume,
Dos espinhos, toma cuidado!

Voa... Voa... Vaga-lume,
Ilumina a noite escura,
Como as estrelas que luzem,
No céu, ao redor da lua.

Vaga-lume eu queria,
Um dia poder te pegar,
Pro meu quarto te levaria,
Pra meus sonhos iluminar.

Vaga-lume pisca-pisca,
Como as árvores no Natal,
Toda a criança conquista,
Seu brilho é divinal!


terça-feira, 29 de março de 2011

RIACHINHO QUE CORRE, CORRE...

RIACHINHO QUE CORRE, CORRE...

SERÁ QUE CORRE DE ALGUÉM?
AO VER SUAS ÁGUAS BRILHANDO,
A LUA AS MARGENS DESENHANDO,
O ROSTO DO MEU BEM.

SERÁ QUE CORRE DE ALGUÉM?
DE UM AMOR QUE FOI EMBORA,
DA SAUDADE OU DO AGORA,
DA VERDADE OU DE NINGUÉM.

SERÁ QUE CORRE DE ALGUÉM?
DA AMADA QUE PARTIU,
DO AMOR QUE NÃO SURGIU,
DO CARINHO DO SEU BEM.

CORRE, CORRE, RIACHINHO!
DEIXA PARA TRÁS QUEM TE VIU.
AS ÁRVORES, O LUAR, O RANCHINHO,
NA QUEDA D'ÁGUA SUMIU.

quarta-feira, 23 de março de 2011

VAMOS SALVAR O PLANETA?

Era uma vez...
Não!
É hoje!!!

Nosso planeta pede socorro!

Os rios estão parando de correr.

As árvores choram, órfãs e estéreis;
estão doentes, enfraquecidas,
tossindo muito por causa da fumaça,

que invadiu a floresta,

em consequência das queimadas.

O barulho ensurdecedor das serras elétricas
assusta, afasta, enfraquece os animais.

O topo do planeta descongela;
os oceanos crescem;
a terra treme,
cidades são devastadas por ondas gigantes;
enchentes submergem casas, carros, pessoas.

É o caos!
E, não era uma vez...
Como nos contos de fadas.
É hoje!
É realidade.

Alerta, crianças!
Sinal vermelho...

 Mas, não se assustem,
ainda há tempo!
E, nessa luta, vocês são os super-heróis.

Reduzir... Reutilizar... Reciclar...
Conscientizar...
Eis a solução.

Vistam seus uniformes!

Não precisa de super-poderes.
É só acreditar!

segunda-feira, 21 de março de 2011

COELHINHO DA PÁSCOA


DONA COELHA E SEUS FILHOTES,
MORAVAM EM UMA TOCA,
NO MEIO DA FLORESTA.

PAPAI COELHO ERA TRABALHADOR
E, NA ÉPOCA DA PÁSCOA,
O TRABALHO MULTIPLICAVA,
A FÁBRICA DE OVOS FUNCIONAVA
A TODO VAPOR.

AS ENCOMENDAS COMEÇAVAM A CHEGAR,
DE TODA A FLORESTA, DE TODO LUGAR.
OVOS DE VÁRIAS CORES E TAMANHOS
TODOS PARA EMBALAR.

ATÉ QUE ALGUÉM PERGUNTOU:
SERÁ SEU COELHO UM IMPOSTOR?
COELHOS NÃO BOTAM OVOS...

FORAM ATÉ PADRE ZECA, CORRENDO,
PERGUNTAR: - O QUE ESTAVA ACONTECENDO?

PADRE ZECA, MUITO AMOROSO,
EXPLICOU PARA TODA GENTE:
- É UM JEITO MUITO GOSTOSO,
DE SE COMEMORAR A PÁSCOA...
- DISSE ELE SABIAMENTE.

PÁSCOA É VIDA!
OS OVOS TRAZEM A VIDA...
POR ISSO ELES SÃO “SÍMBOLOS”
DESTA DATA TÃO QUERIDA.

COELHOS TÊM MUITOS FILHOS,
APESAR DE NÃO POR OVOS...
PORTANTO, TAMBÉM SÃO “SÍMBOLOS”
DA FERTILIDADE DOS POVOS.

TODOS ESCUTAVAM COM ATENÇÃO;
Imagem:  jesuscristo.name

ATÉ QUE ALGUÉM EXCLAMOU!
- NÃO É QUE O COELHO É ESPERTO!
DEU O PASSO CERTO.

COM SUAS ORELHAS COMPRIDAS
TAMBÉM OUVIU PADRE ZECA,
E FICOU FELIZ POR SER “SÍMBOLO”,
DE UMA DATA TÃO QUERIDA;
POIS JESUS VENCEU A MORTE...
PARA NOS DAR NOVA VIDA.


domingo, 30 de janeiro de 2011

NÃO PISE NA BARATA!

- OLHA A CASCA DA BARATA!
GRITOU A CRIANÇADA,
QUE PULAVA AMARELINHA,
DESENHADA NA CALÇADA.

- PISA NA BARATA!
É UM BICHO XEXELENTO,
POIS, VEIO DO ESGOTO,
COMO É NOJENTO!

POBRE DONA BARATINHA,
SÓ QUERIA SE DISTRAIR.
VER PULAR AMARELINHA
E A CRIANÇADA SORRIR.

MAS ALGUÉM LHE SOCORREU
E A TEMPO GRITOU:
- NÃO PISE NA BARATA, COITADA!
ELA NÃO TE MACHUCOU.

A NATUREZA É PERFEITA,
CADA UM TEM O SEU LUGAR.
NÃO DEVEMOS INTERROMPER,
A CADEIA ALIMENTAR.

sábado, 22 de janeiro de 2011

DIA DO SOLDADO


HERÓI VALENTE E BRAVO,
MARCHANDO VAI O SOLDADO,
COM SUAS BOTINAS ENGRAXADAS,
E SUA FARDA ENGOMADA.

DEFENDENDO NOSSA PÁTRIA,
COM IMENSA BRAVURA,
LEVANDO NOSSA BANDEIRA,
ORGULHOSO VAI À LUTA.

HERÓI BRAVO E VALENTE,
DEIXA TODA A SUA GENTE,
VAI LUTAR EM OUTRAS TERRAS,
TEMEROSO VAI PARA A GUERRA.

TEM FAMÍLIA O SOLDADO,
FICAM TODOS PREOCUPADOS,
COM A GUERRA A ENFRENTAR.
SERÁ QUE ELE IRÁ VOLTAR?
TALVEZ FIQUE POR LÁ...

E, NINGUÉM TERÁ ENTENDIDO,
QUE O HERÓI QUE DEU A VIDA,
PELA PÁTRIA TÃO QUERIDA,
É UM SOLDADO DESCONHECIDO.

SEU DIA É COMEMORADO.
CAXIAS TAMBÉM FOI UM BRAVO,
QUE LUTOU UM DIA POR NÓS.

MAS SE O MUNDO FOSSE DIFERENTE,
E A PAZ SUPERASSE A GUERRA,
O BRAVO SOLDADO VALENTE,
QUE MOREU EM LONGAS BATALHAS,
ESTARIA EM SUA TERRA,
COM TODA A SUA GENTE,
CULTIVANDO ROSAS, NO LUGAR DE ARMAS.

VERA RIBEIRO GUEDES

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ÍNDIA JACIARA, SEU POVO E SEU PRÍNCIPE (DIA DO ÍNDIO)


Jaciara era uma linda indiazinha, de cabelos negros como a noite, lisos, compridos, de lindas tranças enfeitadas com torçais coloridos. Seus olhos, também negros, brilhavam à luz do dia e faziam da indiazinha a mais bela filha da aldeia. Sua pele, além de queimada pelo sol, era avermelhada pelo urucum que tingia o corpo em dia de festa. Colares de contas, tangas de penas de aves coloridas completavam seu visual, tornando-a ainda mais bela.

Jaciara era feliz, corria pela mata, colhendo flores para enfeitar a oca, sua casa, feita de pau a pique e coberta de palha. Às vezes ajudava os outros índios na caça; outras, nadava no rio, ou navegava em canoas, pescando peixes frescos para o almoço, que era servido acompanhado de mandioca, batata-doce e outras raízes.

A mata tinha seus perigos, mas Jaciara estava acostumada. Sua Tribo não conhecia, ainda, a chamada civilização. Viviam livres e possuíam tesouros incalculáveis: a própria natureza.

Jaciara cresceu e sua beleza era cada vez maior. Encantava todo o povo da tribo, que nas noites de lua cheia, dançava ao redor da fogueira, agradecendo ao deus Tupã, pelo sol e pela chuva. O Pajé coordenava a festa e possuía uma grande quantidade de ervas que recolhia na mata, que serviam de remédio para curar todos os males da tribo: de mordida de mosquito à picada de cobra, pois não existiam médicos, nem hospitais, mas a natureza é sábia.

Um belo dia, em uma das trilhas que Jaciara costumava percorrer, surgiu um jovem, de pele muito alva, cabelos claros, olhos verdes como a mata. Seu nome era Pedro e havia se perdido do grupo de estudantes que, em excursão, caminhava pelas trilhas da floresta. Pedro havia ficado para trás, pois, encantou-se com o Mico-Leão-Dourado, que encontrou e voltou para vê-lo de perto.

Muito cansado, com fome, com frio e muito medo, Pedro chegou à Tribo, nunca antes visitada por outros povos.

Os índios se assustaram... Armaram-se, com seus arcos e flechas e, de tacape na mão, o Cacique, que era o chefe da Tribo, foi ao encontro do rapaz que tremia de medo.

Ao vê-lo tão fragilizado, o Cacique ordenou aos demais que se desarmassem. Não havia perigo e falou em sua linguagem Tupi-Guarani: “- Homem branco está com fome”.

De longe, Jaciara o observava. Não havia na Tribo índio mais bonito do que ele. Apaixonou-se à primeira vista e sonhou com seu grande amor.

Pedro também a viu e não pôde deixar de notar sua beleza – “Como ela é linda!” – pensava.

Foi um custo para conseguir se comunicar e contar aos índios, através de gestos, como se perdera na mata. Mas foi muito bem recebido pela Tribo e ficou por lá alguns dias, até se recuperar do susto.

Aprendeu a fazer cerâmica e artesanato, a caçar e a pescar. Pintou seu corpo em dia de festa. E o olhar de Jaciara sempre se encontrava com o dele.

Os dois jovens mal conseguiam trocar algumas palavras, mas já conheciam o sinal do coração e sabiam o final desta história: estariam eternamente apaixonados.

Porém a Tribo era muito distante da civilização e Pedro sabia que a realidade de sua amada era muito diferente da dele. Jaciara jamais se acostumaria em sua selva de pedras e ele, por sua vez, não poderia viver longe da cidade, de seus amigos, de sua família, que já deveriam estar muito preocupados com o seu desaparecimento.

E chegou o dia da partida. Jaciara deu um longo beijo em seu príncipe, que prometeu voltar. Agradeceu a todos a acolhida que tivera e os dias felizes que passara na Tribo e prometeu não contar a ninguém sobre o paraíso descoberto, para que a civilização não tentasse destruir a paz e a pureza daquele lugar. Os índios o acompanharam na trilha e ensinaram o caminho de volta, mas, em seu coração, uma tristeza se instalara: o sorriso de Jaciara não sairia jamais do seu pensamento.

De volta à cidade, desejou nunca ter entrado na mata e conhecido a paz e a tranqüilidade daquele povo simples, sábio e sincero.

Tentou voltar, mas não conseguiu. Não achava mais a trilha que o levou. Como num passe de mágica, a mata cobriu seu rastro e seu sonho de amor ficou para trás. Na Tribo, Jaciara chorava escondida.

Os anos se passaram... Cada um viveu sua história... Até que um dia, a civilização conheceu a Tribo, o desmatamento levou o homem branco até lá e destruíram a paz do povo de Jaciara. Trocaram seus costumes. Vestiram neles roupas feitas de tecido; conheceram, o rádio, a televisão, o computador... A violência... O egoísmo... A luta pela terra... A destruição da natureza... E as trilhas da mata, transformadas em estradas, trouxeram Pedro até Jaciara, que, apesar dos anos, continuava bela, com seus longos cabelos negros e seu sorriso inocente.

Não disseram nada um ao outro, apenas sorriram.

Pedro lutou bravamente, ao lado de sua amada, na defesa de seu povo, pela posse de suas terras. E, em uma dessas violentas e injustas batalhas, morreram de mãos dadas, e, neste lugar, nasceram duas lindas e desconhecidas flores, completamente diferentes uma da outra, mas com o mesmo perfume: O Perfume do Amor.

VERA RIBEIRO GUEDES
ILUSTRAÇÃO: MARCELO MANHÃES

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A LAGARTA E A BORBOLETA (METAMORFOSE)

OLHEM SÓ QUE LEGAL! PESQUISANDO NO GOOGLE, ENCONTREI ESTE MEU POEMA, QUE FOI UM DOS PRIMEIROS DO BLOG, NO PORTAL DO PROFESSOR DO MEC: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=20306
TAMBÉM NO SITE DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO RIO GRANDE DE SUL: http://www.ivoti.rs.gov.br/semec/index.php?idTela=4&idNoticia=433
Bem como em outros sites. Fiquei muito feliz! É prova que o texto que é o mais acessado em minha escrivaninha do Recanto das Letras, tem algum valor.

Era uma vez...

Uma lagarta envergonhada,
Que pelo chão se rastejava,
E todo mundo debochava:

Que lagarta desengonçada,
Feia e maltratada!
Ninguém dela gostava,
As pessoas, ela assustava.

Pobre Dona Lagarta...
Muito triste ficou,
E sentindo-se desprezada,
Em um casulo se fechou.

E assim...
Passaram-se os dias,
Ninguém sua falta sentia,
Até que em belo cenário,
Enquanto o sol, a vida aquecia,
E a rosa, o jardim floria,
Em um galho pendurado,
O casulo se abria.

E uma linda borboleta,
De asas bem coloridas,
O casulo deixou,
Alegrando nossa vida.

E todos viram o milagre,
Que a natureza preparou,
A feia e envergonhada lagarta,
Na borboleta se transformou.

Já não era desengonçada,
Mas, linda e cheia de graça,
E a todos superou.

Pois não mais se rastejava,
Pelo contrário, voava,
O céu, enfim, conquistou.



VERA RIBEIRO GUEDES

domingo, 12 de setembro de 2010

O RIO QUE PAROU DE CORRER

O projeto "O RIO QUE PAROU DE CORRER" busca a concientização das crianças, da necessidade de mantermos nossos rios limpos e da importância do mesmo para nossa sobrevivência.
Este projeto foi apresentado no Festival Literário de Cataguases FELICA, abrindo a palestra dos biólogos da Vert Ambiental sobre o tema.
As crianças mostraram-se muito interessadas e também preocupadas com a preservação da natureza.



quarta-feira, 7 de julho de 2010

OS SAPATINHOS DA CENTOPÉIA

Lá vai a centopéia,
cruzando seu caminho,
não pode comprar sapatos,
para proteger tantos pezinhos.

Coitada da centopéia!
No chão quente vai pisando.
Os seus pezinhos queimando.
Mas ninguém pode ajudar,
São muitos pés a calçar!

Mas alguém teve uma idéia,
e disse a centopéia:
Vai seguindo no caminho,
que você vai encontrar,
a vovó do Chapeuzinho,
ela sabe tricotar.

E lá se foi a centopéia!
Pulando pelo caminho,
saltando pontudas pedras,
que machucam seus pezinhos.

E quando chegou à casa,
da vovó de Chapeuzinho,
pediu a doce velhinha:
- Tricota uns sapatinhos?

E vovó muito boazinha,
e com muita alegria,
tricotou 100 sapatinhos,
que protegeram seus pezinhos.

Lá se vai a centopéia,
andando pelo caminho.
Com seus pezinhos protegidos,
pode andar devagarzinho.

ESTE POEMA, DE MINHA AUTORIA, FAZ PARTE DO LIVRO MATEMÁTICA 1 DE ÊNIO SILVEIRA E CLÁUDIO MARQUES - EDITORA MODERNA.


domingo, 16 de maio de 2010

O AVIADOR

Endereço da Imagem: http://www.baixaki.com.br/usuarios/imagens/wpapers/1842774-139468-200.jpg

Caio é um menino esperto.

Joga capoeira... Aprendeu com seu irmão.

Come cocada, feita por sua avó.

Descansa à sombra da jaqueira, no seu quintal;

foi seu avô quem plantou.

Toca tamborim como ninguém...

- “Vou ser mestre de bateria em uma escola de samba” – diz.

Na escola, é o primeiro da turma.

Gosta muito de ler e conhecer o mundo através dos livros.

Querido, por seus amigos,

Caio brinca com a turma durante o recreio.

Muito estudioso, quer ser aviador.

Vai sobrevoar a África...

Continente de onde veio seu bisavô.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A PRINCESINHA E O PIOLHO ESPERTO


Em um lindo Reino, repleto de flores coloridas, com rosas perfumadas e muitas margaridas, vivia uma linda princesinha, que não gostava de lavar a cabeça, nem de pentear seus longos cabelos. Sua mãe, a rainha, ficava muito triste, pois a bela princesinha estava ficando feia e descabelada.

Até que um dia, um piolho esperto notou a sujeira no cabelo embaraçado da princesinha e pensou: - “Belo lugar para viver, pois não serei incomodado, nem pela água, nem pelo sabão e muito menos por aquele chato pente de dentes afiados”.
E assim fez. Mudou-se com sua família para a cabeça da princesinha.
Quando se movimentavam, a menina quase morria de tanta coceira e começava a chorar, mas ninguém sabia o que estava acontecendo com ela.
O dia de seu aniversário estava chegando e a princesinha iria ser coroada. Seu pai, o Rei, encomendou uma linda coroa de ouro, coberta de pedras preciosas.
A princesinha estava muito feliz, mas nem assim deixou sua mãe lavar e pentear os seus cabelos. E, na hora da coroação, quando o rei colocou a coroa na cabeça da princesinha, a coroa saiu voando... voando... voando, cada vez mais alto, até sumir no céu.
Todos exclamaram admirados:
- “ É uma coroa mágica!”
O Rei deu ordens a todos do Reino que procurassem a coroa da princesa, prometendo um prêmio para quem a encontrasse.
Todo o Reino saiu à procura da coroa. Procura daqui... Procura dali... Até que chegaram a um outro reino distante com uma população minúscula.
Era o Reino dos piolhos!
Aí, descobriram que os piolhos, que viviam na cabeça da princesinha acharam a coroa tão bonita, que resolveram se unir e levá-la voando para o seu Reino. Para isso, pegaram carona em um grande pássaro.
A princesinha, assustada com toda essa história, aprendeu a lição. Sorte que não precisou raspar a cabeça! E passou a lavar e pentear os seus cabelos todos os dias.
Ficou muito bonita. Seus cabelos longos, agora, estão bem cuidados e sedosos.
Nunca mais os piolhos a incomodaram.
Seu pai, o Rei, mandou fazer uma nova coroa ainda mais bonita e todo o Reino compareceu à coroação da linda e penteada princesinha.
E os piolhos?
Estão por aí, procurando um outro cabelo sujo e despenteado onde possam morar.
Alguém viu?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O SAPO PULA... PULA...

O SAPO PULA... PULA...
DE PEDRA EM PEDRA ELE SALTA.
NO CÉU, A BRILHANTE LUA,
REFLETIDA NO RIO QUE PASSA.

COAXA O SAPO, COAXA...
É BELO O SEU COAXAR,
DE OLHO NA LINDA SAPA,
QUE COM ELE QUER NAMORAR.

CASARAM-SE A SAPA E O SAPO,
FIZERAM UMA GRANDE FESTA.
FORAM MUITOS OS CONVIDADOS,
DE TODA PARTE DA FLORESTA.

CRESCEU A FAMÍLIA DO SAPO,
NASCERAM MUITOS GIRINOS.
O SAPO INCHOU O PAPO,
ORGULHOSO DE SEUS FILHOS.

TRABALHA O SAPO, TRABALHA...
SEM TEMPO PRÁ DESCANSAR.
MUITOS INSETOS ELE CAÇA,
PARA A FAMÍLIA SUSTENTAR.

domingo, 21 de março de 2010

O ZUM... ZUM... ZUM... DA ABELHINHA


VOA... VOA... ABELHINHA,
BEBE O NECTAR DA FLORZINHA,
PARA O MELZINHO PREPARAR.
DEPOIS QUE TERMINAR,
VOCÊ JÁ PODE VOAR!

A RAINHA, NA COLMÉIA,
COM AS SUAS OPERÁRIAS
TRABALHAM, NOITE E DIA,
EM VOLTA DO FAVO DE MEL.
TÃO SAUDÁVEL... TÃO DOCINHO...
É ZUM... ZUM... ZUM... LÁ NO CÉU.

DA LARANJEIRA, DO EUCALÍPTO
OU DA BELA FLOR SILVESTRE,
DESTES OU DE QUALQUER TIPO,
O MEL, NOSSA SAÚDE PROTEJE.

VOA... VOA... ABELHINHA,
CONTINUA SEU TRABALHO,
PARA NÓS, TÃO NECESSÁRIO.
TÃO ÚTIL É A NOSSA AMIGUINHA!

quarta-feira, 17 de março de 2010

DONA MARGARIDA NO REINO DAS FLORES


Olá, sou Dona Margarida, uma linda florzinha, que vive em um reino distante, no meio de outras flores coloridas.

Aqui no meu reino, todos somos amigos. A rosa, o cravo, a violeta, a tulipa, e muitas outras espécies de flores que aqui vivem. Até o cacto espinhento, tem uma bonita flor. E, por falar em espinhos, a rosa, que é uma das mais belas e cheirosas, também se defende com eles.

Eu, Dona Margarida, sou toda branquinha, com miolinho amarelo. Minhas folhas são verdinhas e eu respiro por elas. Tenho caule e raiz. Minhas sementinhas espalham-se pela terra e aí nascem novas margaridas.

Os pássaros, às vezes, ajudam a levar minha espécie para outros reinos.

Para crescer, preciso de água e da luz do sol. Sol e chuva são o meu viver.

E agora, que vocês já me conhecem, por favor, quando me encontrarem, cuidem bem de mim.

sábado, 13 de março de 2010

DESEJOS DE CRIANÇA

Olá criança amiga!
Aqui quem fala é Mandarim,
Sua Fadinha mirim.

Que desejo quer realizar?
É só pedir, que eu vou tentar.
Minha varinha é divertida,
Costuma os pedidos trocar.

Certa vez, uma criança,
Contou-me um segredo,
Queria ganhar um brinquedo.
Mas, a tonta da varinha,
Deu a ela uma malinha,
Cheinha de percevejos.

Outro dia, uma amiguinha,
Desejou uma boneca,
E a varinha safadinha,
Deixou sua cozinha,
Repleta de pererecas.

Que varinha complicada!
Não sabe que é desastrada.
Nunca acerta nada.

Mas, desta vez será diferente,
Seu pedido ela entende,
Basta os olhos fechar,
Para seu sonho realizar.

Porque o que me pedes,
É muito especial;
Não é um simples presente,
Não é material.

É só um pouco de carinho,
Pois você se sente sozinho.
Seus pais estão sempre ausentes,
Queria que fosse diferente.

E a varinha saiu a procurar,
Papai e mamãe a trabalhar.
Estão sempre ocupados,
Têm contas a pagar.

Esquecem que seu filhinho,
Precisa de seu carinho;
Não importa os presentes,
Que eles possam comprar;

O que ele quer está ausente,
É um verdadeiro lar.
Desta vez, a varinha acertou!
Seus pais do trabalho voltaram,
Nunca mais brigaram,
E, lhe deram muito amor.


terça-feira, 9 de março de 2010

DONA MATEMÁTICA FOI À FESTA....

Hoje é aniversário da Carol!
Sua mãe uma linda festa preparou.
Com bolo, doces e presentes,
Que dos amiguinhos ganhou.

Carol muita coisa possuía, portanto,
Uns presentes somaram,
Outros multiplicaram,
Então, como era boazinha,
Deu alguns para a amiguinha,
Que nada tinha.
E assim, sua coleção dimunuiu,
Por que com alguém ela dividiu .

Matemática não é difícil,
É só saber contar,
Pegue lápis e papel
E vamos começar.

Como será que ela fez?

Carol tinha em seu armário,
3 lindos vestidinhos,
1 verde, 1 branco e 1 amarelinho.
Ganhou mais 2, bem bonitinhos:
1 azul e 1 vermelhinho.
Carol, agora, tem ao todo,
5 lindos vestidinhos.

Carol estava contente,
Com todos os seus presentes.
Mas, sua amiguinha,
Que não tinha nenhum brinquedo,
Estava muito tristonha,
Olhando e chupando o dedo.
Porém, Carol  ganhou
6 lindas bonequinhas,
como era boazinha,
deu 2 para a amiguinha.
E as duas a sorrir voltaram
E Carol feliz ficou,
Com as 4 bonecas que restaram.

 
É hora de cantar parabéns!
E o bolo distribuir,
Os 8 coleguinhas,
2 pedaços receberam;
Se não quiseram repetir,
16 pedaços comeram.

Os doces se dividiram,
80 doces para 8 convidados,
10 doces para cada um,
este foi o resultado.

E a festa foi muito boa,
Graças à Dona Matemática,
Que somou, multiplicou
E todo mundo gostou...

Deu até para dividir,
Sem ter que subtrair
A felicidade de Carol,
Que não parava de sorrir.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O VALOR DA AMIZADE

- Olá Janjão! Qual é a boa notícia? - perguntou Claudinho ao ver Janjão sorrindo de felicidade.
- É aniversário do meu irmão e vai haver uma linda festa lá em casa esta noite. - respondeu Janjão.
- Aniversário do Zequinha?
- Não, é aniversário do Pedrinho.
- Convida-me para a festa? - implorou Claudinho.
- Não posso. O aniversário é dele e não meu. - respondeu Janjão, indo embora.

Claudinho ficou zangado.
Todos foram convidados.
O que fizera de errado?

Logo o Pedrinho, que era seu melhor amigo!

E começou a pensar...
... Sempre convidei o Pedrinho para as minhas festas de aniversário. Por que será que ele não quis me convidar?

- Manuela, você foi convidada para a festa do Pedrinho?
- Fui sim, Claudinho. Vou colocar o meu vestido novo e já comprei até um presente. - respondeu Manuela toda contente.

- É isso!... Um presente!...

Claudinho pensou rápido. Foi até o armarinho do seu Zé e comprou um belo carrinho para o Pedrinho. Embrulhou com todo cuidado em um papel de seda azul, e deu um lindo laço vermelho.

Foi chegando devagarzinho e disse:
- Pedrinho! Soube que hoje é seu aniversário e vim lhe trazer um presente.
- Obrigado Claudinho! Não precisava se preocupar! - respondeu Pedrinho; porém, virou-lhe as costas e, não convidou-lhe para a festa.

E Claudinho ficou muito triste... E foi para casa.

À noite, pela janela de seu apartamento, viu todas as crianças da rua indo para a festa. De lá tudo via, pois, morava no 4o andar, e a festa era na casa ao lado.
Tinha bola, algodão-doce, pipoca, cachorro-quente, sem contar o mágico e os palhaços que alegravam a criançada.

De repente... A campainha tocou... Foi abrir a porta e para sua surpresa, quem estava lá?
Era o Pedrinho, que com um grande sorriso lhe perguntou:
- Claudinho, você não vai à minha festa?
- Como, se você não me convidou? - respondeu Claudinho, muito triste.

E Pedrinho disse a ele:
- Desculpe Claudinho! Pensei que você não precisasse de convite; afinal, você é meu melhor amigo e, amigo de verdade faz parte da vida da gente! Convite é para os de fora. Amigos de verdade já são o próprio presente!

E Claudinho entendeu o recado.
Já havia sido convidado,
Mesmo sem ter convite.
Pois, a sincera amizade,
Dispensa formalidades.
E, abraçado ao Pedrinho, foi feliz para a festa.

terça-feira, 2 de março de 2010

A FADINHA JURUBIRA


Jurubira é uma linda fadinha, que vive na floresta. Possui um lindo par de asas cor-de-rosa, uma varinha na mão, e um lindo vestido colorido como o arco-íris.


Que linda é Jurubira!

Boazinha, a fadinha sempre se preocupava com todos os animais da floresta. Desde o Rei Leão, até o pequeno vaga-lume, que com suas luzinhas, sempre iluminava o caminho da fadinha.

Um dia, nasceu na floresta um lindo veadinho. Seu nome era Tito. Ele era muito engraçado. Tinha umas pernas muito compridas e, quando tentava andar, sempre se atrapalhava. E, Jurubira veio em seu auxílio; bastou um toque de sua varinha e pronto... Tito corria... corria... e saltitava.

O Rei Leão é o animal mais forte da floresta; não é à toa que ele é o Rei. Ele gostava muito de Jurubira. Dera-lhe até um título de “Fada Real”. Todas as vezes que seu reino estava em perigo, a fadinha Jurubira sempre ajudava.

E assim aconteceu... Um dia, um caçador malvado, entrou na floresta, armado. E começou a correr atrás dos animais. Primeiro foi seu Coelho, mas, como era esperto, deu uma volta no caçador, que se enrolou nas pernas e levou um baita tombo.

Mas, o caçador não desistiu, e foi atrás do pobre veadinho, que acabara de aprender a andar. Com o susto, Tito caiu e não conseguiu levantar. O caçador, então, apontou sua arma para Tito, que tremia de medo.

Foi quando todos os animais da floresta, em um lindo coro, chamaram por Jurubira.

O Rei Leão rosnava, os Sapos coaxavam, os Passarinhos cantavam e os Vaga-Lumes iluminavam o caminho de Jurubira, que, mais uma vez, com o toque de sua varinha, transformou a arma do caçador em uma linda flor.

O caçador ficou com muito medo, pois viu-se cercado por todos os animais da floresta, que queriam devorá-lo. Porém, a fadinha boazinha disse sabiamente: “- Deixem que ele se vá. Não devemos ser malvados como os que querem nos maltratar.”

E o caçador, agradecido, prometeu nunca mais voltar à floresta, para maltratar os animais.

VERA RIBEIRO GUEDES